La Bayadére

segunda-feira, janeiro 21, 2013 Sílvia Oliveira 0 Comentários

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La Bayadére é o meu bailado de eleição. A primeira que vi o "Kingdom of Shadows" foi quando uma professora de faculdade me emprestou um DVD. Fiquei abismada, encantada e desejosa de o ver por inteiro. Claro que o YouTube é uma ferramenta muito útil, tem várias variações deste bailado e o bailado inteiro, mas não é a mesma coisa. 

Sorte a minha e de quem o quer ver, no próximo dia 27 de Janeiro, pelas 15h, alguns cinemas da Zon Lusomundo vão transmiti-lo em directo a partir do Bolshoi. Isso quer dizer produção, coreografia, corpo de baile, solistas e principais fantásticos e tudo ao mais alto nível! Embora não seja num teatro, as apresentações deste género têm-me surpreendido pela positiva, porque a qualidade de imagem e som são óptimos e há sempre entrevistas nos intervalos com coreógrafos, produtores e bailarinos.

Deixo-vos uma montagem da minha parte preferida:

Montagem de ensaios e apresentação do bailado La Bayadére: excertos do Reino das Sombras pelo Boston Ballet´s Night os Stars 2010



La Bayadére
La Bayadére - produção do Teatro Bolshoi

Compositor: Ludwig Minkus
Coreografia: Marius Petipa
Director musical: Alexander Kopylov
Designer: Valery Firsov
Cenografia: Nikolai Sharonov
Figurinista: Nikolai Sviridchikov

Orquestra: Orquestra Sinfónica do Teatro Bolshoi
Estreia desta produção: 25 de novembro de 1991.
Libreto: Marius Petipa e Sergey Khudekov
Nova revisão coreográfica: Yury Grigorovich

Apresentado com dois intervalos.


Sinopse

Acto I

Jovens guerreiros liderados por Solor estão a caçar um tigre. Antes de entrar na floresta Solor pede a um faquir, chamado Magedavia, para dizer a Nikiya, uma bailarina, que ele vai esperar por ela perto do templo.
O Brâmane e os sacerdotes são a sair do templo solenemente. A festa de adorar o fogo começa. Faquires, devotos do templo e dançarinas estão a executar as danças sagradas. A linda Nikiya está entre eles. Ela adorna o festival.
Tendo esquecido a sua ordenação e voto de celibato, o Brâmane diz a Nikiya que a ama e promete colocar a seus pés todas as riquezas da Índia. Nikiya rejeita a sua corte. Ela nunca vai amá-lo.
Nikiya e as outras bailarinas dão aos faquires água da piscina sagrada. Imperceptivelmente Magedavia diz a Nikiya que Solor virá vê-la. A bailarina fica feliz.
Começa a anoitecer. Nikiya vem ao encontro do seu amado. O encontro secreto é guardado pelo faquir. Mas o Brâmane consegue ouvir a conversa dos namorados.


Solor propõe que eles fujam para casar. A bailarina concorda, mas primeiro ela quer que ele lhe jure fidelidade no fogo sagrado. Solor faz o juramento. O Brâmane fica furioso. Ele apela para os deuses e exige castigo. A sua vingança será terrível.

Na manhã seguinte o rajá Dugmanta, chefe do principado, diz à sua filha Gamzatti que ela vai ver seu noivo naquele dia.
Ele manda entrar o noivo: é Solor, o bravo guerreiro. O rajá mostra a Solor sua bela filha e proclama-os nooivos. O guerreiro está fascinado com a beleza do Gamzatti, mas ele lembra-se da bailarina e do voto que lhe fez e a sua mente fica confusa.
É tempo de realizar a cerimónia de consagração do noivado de Gamzatti. Nikiya é convidada para o palácio para dançar na cerimónia.
O Brâmane chega. Ele quer dizer ao rajá um segredo. Dugmanta manda as pessoas embora. Gamzatti sente que a chegada do Brâmane está de alguma forma ligada com seu futuro casamento e escuta a conversa do Brâmane com o seu pai.
O Brâmane conta a rajá sobre o amor de Solor e Nikiya. Dugmanta fica furioso, mas não muda a sua ideia para dar a sua filha em casamento a Solor. A bailarina, que fez o juramento a Solor, deve morrer! O Brâmane que queria livrar-se do seu rival, não esperava tal reviravolta.
Ele ameaça o rajá com a punição dos Deuses se ele matar a bailarina. Mas o rajá é implacável.

Gamzatti dá ordens ao seu escravo para trazer Nikiya. Ela vê que a bailarina é muito bonita e que pode ser uma rival perigosa. A filha do rajá conta à bailarina sobre seu futuro casamento e convida-a para dançar na festa. Ela deliberadamente mostra-lhe o retrato no seu noivo Solor. Nikiya protesta: Solor ama-a somente a ela e fez um voto de fidelidade eterna. A filha do rajá exige que Nikia desista de Solor. Mas a bailarina diz que preferia morrer a ficam sem Solor. Gamzatti oferece suas jóias e Nikiya deita-os fora com desprezo. Nada vai fazer com que ela e o seu amado se separem. Gamzatti levanta a adaga com raiva, mas o escravo impede-a. Gamzatti nunca vai dar desistir do seu noivo.


Acto II

Um sumptuoso banquete está a realizar-se por ocasião do noivado entre Solor e Gamzatti. É suposto que Nikiya entretenha os convidados com danças. Mas ela não pode esconder a sua tristeza, os seus olhos estão fixos no seu amado Solor.

O faquir dá a Nikiya uma cesta de flores em nome de Solor. A bailarina dança de felicidade. Mas de repente, uma cobra rasteja para fora das flores e morde-a fatalmente.
Nikiya percebe que a filha do rajá é a culpada pela sua morte. O Brâmane promete salvar a vida dela se ela prometer amá-lo. Mas a bailarina é fiel ao seu amor por Solor. Nikia morre e Solor deixa a festa em desespero.

Acto III

Solor está inconsolável. Ele está roído pelo remorso. Ele ordena que o faquir o distraía de seus pensamentos graves. Fascinado pela dança sagrada, Solor entra profundamente no mundo dos sonhos.
Sombras aparecem-lhe fora da escuridão. Elas vão descendo de montanhas numa longa fila. Solor vê a sua linda Nikiya entre elas ...
Solor sai de seu estado atordoado e corre para o templo. Ele reza aos deuses para perdoá-lo. Mas é tarde demais. Os deuses furiosos castigam-no pela sua traição ao juramento de amor. Relâmpagos e trovões destroem o templo. Não há mais realidade para Solor. Ele segue a Sombra da linda Nikiya...






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